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O desespero dos ‘Interceptados’

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No intuito de desviar o foco das graves revelações de conversas conspiratórias entre o ex-juiz Sérgio Moro e seu aparente comandado, o procurador Deltan Dallagnol, as redes sociais de ‘interceptados’, com anuência dos problemáticos filhos do Presidente, iniciaram procedimentos de desqualificação do jornalista responsável pela matéria.

O Blog do Paulinho escutou, certa vez, da boca de ex-policial que já ocupou cargo relevante em Governo passado, talvez das poucas verdades oriundas de seu comportamento, em regra, comprometido pela mitomania:

“Os mafiosos, quando flagrados, tentam primeiro cooptar o acusador; em não conseguindo, partem para a desqualificação, e, por fim, no desespero, para coisas piores”

No caso do jornalista em questão, dono do The Intercept, diante da impossibilidade da cooptação, partiu-se logo para o item seguinte.

Vencedor de prêmios de imprensa comparáveis ao Oscar, como o Pulitzer e o Esso, Glenn Greenwald não poderia ser apontado por seus difamadores como incompetente, razão pela qual partiram para bobagens como ‘acusá-lo’ de esquerdista e homossexual.

Alguns, no auge da cegueira, outros por razões inconfessáveis, pediram até a deportação do jornalista, incomodados com as verdades publicadas.

Nada que modifique o teor não desmentido das mensagens, servindo apenas à reiteração do preconceito e da má-índole das pessoas que, em desespero, desde já, temem o que surgirá nas prometidas reportagens que estão por vir.

Até mesmo a ‘acusação’ de que Greenwald seria parcial em seu site trata-se de visão desfocada, e limitada, dos acontecimentos.

As provas, confirmadas como reais pelos acusados, são frias, reais e não opinam.

São nelas que imprensa e população devem prestar atenção.

O jornalista tem absoluto direito de colocar sua opinião diante dos fatos, assim como de possuir orientação política ao fazê-lo, diferentemente de um juiz, como era Sergio Moro, que, por preceito de profissão, além da obrigação de cumprir a lei, deve se ater aos fatos e manter distância das partes, sejam elas acusadoras ou defensoras do réu.

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