Em entrevista ao Jornal do Commercio, Evandro Carvalho, presidente da Federação Pernambucana, que será ‘reeleito” hoje para mais quatro anos de mandato, entre diversos assuntos, enalteceu sua proximidade e lealdade ao ex-presidente da CBF, José Maria Marin, que cumpre pena de prisão por corrupção, nos Estados Unidos.
Mas revelou, talvez em deslize, um dos “benefícios” da amizade, que, segundo o cartola, existia desde antes da convivência no futebol:
“Quando eu assumi, Ricardo (Teixeira) ainda tinha dois a três meses de mandato. Tivemos a crise no Santa Cruz que ficou sem série para jogar”
“As pessoas sabiam da minha relação, antes mesmo do futebol, de outras atividades, com (José Maria) Marin, então vice-presidente”
“Pouco tempo depois, Ricardo saiu e Marin assumiu”
“Antônio Luiz Neto (presidente do Santa Cruz à época) me pediu desesperadamente que, de qualquer maneira conseguisse criar alguma atividade, alguma série, alguma faixa onde pudesse jogar”
“Ao lado de Antônio Luiz Neto e Albertino dos Anjos (ex-diretor de futebol do Santa), conseguimos criar a Série D para o Santa Cruz não ficar oito meses sem jogar”
“Conseguimos com Marin que todas as despesas fossem pagas, porque a CBF, até então não pagava nada de Série C e Série D”
“Foi a ‘mega-sena’ dos clubes menores ou grandes clubes que estavam em dificuldades, como o Santa Cruz”
Na gestão de Evandro Carvalho, os clubes de Pernambuco conheceram o “fundo do poço”, com quatro rebaixamentos no período de três anos, sem nenhum acesso (contadas todas as divisões).
