Posando de oposicionista desde que foi chutado por Roberto Andrade do cargo de diretor de finanças (exercido nas gestões Andres Sanches e Mario Gobbi), que precisava, à época, atender interesses políticos no Parque São Jorge, Raul Corrêa da Silva voltou a se aproximar de Andres Sanches, pouco antes das recentes eleições alvinegras.
A união, ainda informal, gerou como fruto o retorno do “Relatório de Sustentabilidade”, apesar de, desta vez, não assinado por Raul, por ele, de fato, confeccionado.
Porém, o ego e a notória arrogância, novamente, acabaram por entregá-lo.
Em postagem de facebook, Corrêa, acostumado a dissimulações contábeis, o faz agora com as palavras, no intuito de expor seu “filhote”, o mal-afamado “relatório” (tratado pelo ex-diretor de finanças, Emerson Piovesan, em edições anteriores, como fraudulento), ao reclamar de quem trata a atual gestão alvinegra como “não transparente”, deixando claro (sem convencer), dela não fazer parte, indicando o documento contábil para exaltar a questionável idoneidade dos dirigentes do Timão.
Dias após a publicação, não há uma manifestação sequer do líder de seu grupo, Felipe Ezabella, à respeito do conteúdo exposto, talvez pelo fato de sua campanha a presidente ter sido, integralmente, financiada pelo dinheiro do ex-financeiro do Corinthians.
Seria importante saber se trata-se de uma opinião isolada ou representativa da coletividade que o cerca.
Raul, que não engana ninguém no Parque São Jorge, era mais habilidoso para esconder as contas de Andres Sanches e o teor das negociatas do estádio de Itaquera (assinou quase todos os documentos) do que seus pensamentos em palavras escritas com notório despreparo intelectual.
