
Pior do que o pastelão que está se tornando a contratação do chinês “Zizao”, desconhecido até em seu próprio país, foram as declarações infelizes de dirigentes corinthianos.
Mario Gobbi, envergonhado, deu-lhe a camisa e saiu pela esquerda.
Rosenberg, ao contrário, emplacou: “É a oportunidade da “República Popular do Corinthians” se aproximar da “República Popular da China””.
Deve ter sido traído por sua “incultura” histórica.
Comparar um clube de origem popular, e que sempre lutou por Democracia, sendo até um dos símbolos maiores da derrocada ditatorial brasileira nos anos 80, com o que se vê – ou não – num dos sistemas mais opressores do mundo, é acreditar demais na ignorância popular.
Ou, talvez, mostrar a verdade do que realmente pensam e desejam politicamente os dirigentes alvinegros, escancarada, cada vez mais, na maneira de agir no Parque São Jorge.
E, pior, que o símbolo utilizado para a tal “República do Corinthians”, que remetia exatamente à ditadura, não foi equívoco de quem o idealizou, mas a expressão das ideias de quem o encomendou.