Estivemos no evento que marcou a estréia do documentário “Ser Campeão é Detalhe”, que homenageia a “Democracia Corinthiana”.
O filme contém depoimentos de diversas personalidades que participaram, de alguma maneira, daquele movimento único no futebol mundial.
Antes da exibição, como não poderia deixar de ser, tivemos referencias e até a apresentação de um grupo musical, bem coreografado, em homenagem ao Dr. Sócrates.
Logo depois, partiu-se para a exibição do filme, que você poderá assistir, na íntegra, ao final da matéria.
Seguiu-se, então, um interessante debate no qual participaram os ex-jogadores Zenon e Juninho, além do treinador Mario Travaglini, e os ex-dirigentes Valdemar Pires, Sergio Scarpelli e Adilson Monteiro Alves.
Lembranças, agradecimentos e alfinetas quase gerais em Leão (que não concordava com o movimento), deram o tom à discussão.
“Quando víamos o Leão entrar para treinar, com aquela arrogância, tínhamos vontade de apedrejá-lo.”, desabafou Zenon.
“Era insuportável a convivência com ele”, complementou.
“Não tenho nada contra o Leão, sou amigo dele hoje, mas é o que acontecia na época”, finalizou.
Juninho, ex-zagueiro, segurou-se para não falar do ex-companheiro, mas, em duas oportunidades, expressou sua opinião.
“Votei no atleta, não no homem”, falou sobre a sua aprovação à contratação.
“Jogou bem”, respondeu ao ser questionado sobre se tinha algo a dizer sobre o ex-goleiro no período da Democracia.
Apenas Mario Travaglini foi a voz que se levantou para defender Leão, qualificando-o como genioso, mas profissional e espetacular embaixo das traves.
Todos, porém, foram unanimes em dizer que “boa parte do título deve-se às atuações de Leão, que fechou o gol em 1983.
Sobre o restante do grupo, Sócrates, Wladimir, Biro Biro, etc., somente elogios, quada qual no nível de sua importância no período.
Scarpelli chegou às lágrimas ao lembrar do Magrão e de sua importância não apenas no Corinthians, mas também no cenário nacional.
No final, quando tudo caminhava para a calmaria, um bobalhão dos Gaviões da Fiel tentou arrumar confusão com esse jornalista e com o amigo Xico Malta, óbvio, acompanhado de outros dois, estimulado, talvez, pela infeliz ideia de um dos patrocinadores de distribuir cerveja grátis antes, durante e depois da exibição, mas, logo a excelente produção do evento entrou em ação para garantir nossa segurança.
Prova de que não respeitam ninguém, nem possuem noção de que o momento era de homenagear heróis que fizeram parte da história do Corinthians.
É isso.
Para quem quiser relembrar ou conhecer a importância da “Democracia Corinthiana”, basta assistir “Ser Campeão é Detalhe”, logo abaixo.
