“O Richarlyson fez isso porque está de férias, em um momento de descontração. Ele sabe o clube que defende. O que o presidente (Juvenal Juvêncio) permite ou não. Com certeza, ele não voltará aos treinos com este visual”
As palavras de Júlio Fressato, procurador de Richarlysson, não condizem com a verdade.
O que aconteceu durante a última semana, após o atleta ter aparecido na Rede Globo, com novo visual, é de estarrecer.
Grupos de são-paulinos na internet chegaram a marcar emboscada para agredi-lo.
A intolerância e a falta de respeito com o ser humano ultrapassam todos os limites.
Nem entro no mérito do corte – gosto não se discute – mas sem dúvida, ele tem o direito de utilizá-lo.
Enquanto isso, a turma que vocifera contra uma atitude absoltamente comum e pessoal do atleta, temerosos pela indefinição da própria sexualidade, comemoram a decisão, acreditando terem tomado a decisão correta.
Juvenal Juvêncio deveria, em minha opinião, como dirigente do clube, dizer que o São Paulo nada tem a ver com a decisão do atleta, que ele é livre para utilizar o visual que melhor lhe convier.
Seu silêncio colabora para que o estado das coisas permaneça como está.