
Ao acolher a solicitação do MP-SP para investigar as movimentações financeiras e documentais do Corinthians, a Receita Federal recebeu um bilhete premiado.
É público e notório que não apenas esta, mas também as administrações anteriores do clube sonegam impostos.
De todos os tipos, em diversas áreas.
O Corinthians, desde então, sabe que poderá ser inviabilizado financeiramente.
Se cumpridas as regras, perderá benefícios conquistados no passado — como reduções e parcelamentos de dívidas — e a eles serão acrescidas multas e demais sanções cabíveis.
Os dirigentes poderão ser responsabilizados pelo Estado, assim como, dependendo do que for apurado, conselheiros alvinegros.
Há apenas uma solução possível: a política.
Isso implica conversar com o Governo, confessar os descumprimentos e solicitar um novo acordo que se encaixe nas possibilidades financeiras do Corinthians.
Fora isso, o cenário é de insolvência e possível falência.
Este é o problema da má escolha de uma diretoria com baixo capital de relacionamento.
Quem, por exemplo, seria capaz de dialogar com o alto escalão do Planalto?
O presidente que financiou vídeo exaltando a ditadura?
Talvez um interventor, com a credibilidade de não figurar nesse círculo vicioso que há duas décadas infesta os bastidores corinthianos.