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As lorotas do diretor financeiro do Corinthians

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Foi de dar pena — do Corinthians e deste jornalista — assistir à entrevista concedida por Emerson Piovesan, diretor financeiro alvinegro, ao “Alambrado”.

Uma sucessão de mentiras e fantasias.

A começar por quem, de fato, comanda a pasta: Rozallah Santoro.

Piovesan atua, na prática, como um fiscal de Paulo Garcia, dono da Kalunga e, informalmente, do presidente Osmar Stabile.

Afirmar que quitará a dívida do Corinthians — estimada em R$ 2,7 bilhões — em cinco anos é, além de ofensa à inteligência do torcedor, motivo para questionar sua própria atuação quando exerceu a mesma função na gestão Roberto Andrade.

À época, em três anos, contribuiu para ampliar um passivo que girava em torno de R$ 450 milhões.

Convém lembrar que Piovesan também é responsável pela auditoria da Kalunga, empresa investigada, entre outros pontos, por suposto pagamento de propina a agente público com o objetivo de fraudar mais de R$ 30 milhões em tributos.

É desse tipo de conduta que se trata.

Por fim, ao declarar que não firmaria contrato com Memphis Depay — o que, sob a ótica financeira, poderia até ser defensável —, Piovesan não apenas criou desgaste com o atleta como também dificultou eventual negociação para o parcelamento de mais de R$ 40 milhões devidos.

Um “gênio”.

Mais um entre Rachids, Adautos, Stabiles e outras peças movimentadas por Garcia nos bastidores do Parque São Jorge.

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