
Na última reunião de diretoria do Corinthians, Adilson Monteiro Alves, pai do presidente Duílio ‘do Bingo’, comunicou a todos que foi convidado pelo ex-presidente Lula para participar da elaboração do plano de Esportes do futuro Governo:
“(…) informo que fui convidado e aceitei, envaidecido, convite do candidato Luiz Inácio LULA da Silva para coordenar a construção de seu programa de governo e a sua campanha à Presidência da República, na área do Esporte”
Trata-se de imenso equívoco.
Em fevereiro, o Blog do Paulinho revelou que, por articulação de Andres Sanches, ex-presidente do Corinthians, após sugestão de José Dirceu, o nome de Adilson era cogitado para a disputa ao parlamento.
A realidade, porém, se mostrou ainda pior.
Em todos os quatro governos do PT, principalmente nos de Lula, o esporte sempre foi o ‘calcanhar de aquiles’.
Enquanto nos demais setores o Brasil avançava em acolhimento aos oprimidos, na área esportiva, os acolhidos eram os opressores.
Adilson, se empossado na pasta em janeiro de 2023 – e tudo indica, será -, juntar-se-á, em todos os sentidos, aos piores quadros do PT, representados por pessoas como Andres Sanches, Vicente Cândido e demais imorais.
O cartola alvinegro possui, neste momento, contas e bens bloqueados, enfrentando, ainda, problemas criminais – há, em curso, ação de improbidade dos tempos em que era Deputado Estadual.
Detalhes, com documentos, desta acusação podem ser conferidos no link a seguir:
Em 2019, Adilson condenado a sete meses de prisão por Sonegação de Impostos:
Só não está detido porque a pena foi comutada em pagamento de cestas básicas:


Como explicar ao militante do Partido dos TRABALHADORES que o escolhido é o mesmo que abandonou dezenas de funcionários à própria sorte, sem indenizações básicas – condenadas pela Justiça do Trabalho -, apesar de circular, por aí, em carros e imóveis que, em tese, não poderia possuir – por conta dos bloqueios judiciais -, mas que são inscritos em nomes de terceiros?
O ‘indicador’ de Adilson, Andres Sanches, antes de saber que Lula – a quem tratava, nos bastidores de PSJ, como ‘morto’ político – seria libertado, trabalhou pela vitória de Bolsonaro nas eleições presidenciais, com direito a vídeo gravado por seu então chefe de gabinete, André Negão, pedindo votos ao Genocida.
Publicamente, durante o segundo turno do pleito, deixou vazar depoimento que concedeu à Policia Federal detonando Fernando Haddad.
Não bastasse a traição pessoal aos dois nomes, hoje, mais relevantes do PT, Sanches, no último ano de mandato, sublocou seu gabinete em São Paulo para a campanha do ex-deputado Luiz Moura (PDT) – que o MP diz ser ligado ao PCC, com direito a utilização de funcionários que recebiam salários do contribuinte.

Além destes fatos, a indicação sequer é explicável no contexto político.
Sem apoios relevantes, Adilson é lembrado, quando não por acusações, diversas – inseridas em processos -, de golpes e falcatruas, pela participação na ‘Democracia Corinthiana, ocorrida há quarenta anos.
Se a eleição de Lula, que é apoiada por este jornalista, representa a vitória da Democracia contra o horror bolsonarista, além da retomada do cuidado governamental com os mais humildes, no esporte, lamentavelmente, tudo permanecerá, em seguido esse caminho, como antes, com possibilidades, diante do que se sabe sobre as pessoas envolvidas, de CPIs para minimizar os inevitáveis estragos da lamentável escolha.