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Luxo no Flamengo

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Rodolfo Landim

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Em cinco meses, o Flamengo gastou quase R$ 10 milhões – sem contar o relevante salário – para trazer e depois demitir o treinador Paulo Sousa, apesar dele possuir currículo incompatível com a grandeza do clube.

Dissemos, ontem, que toda a operação é suspeita e que seria pouco provável, diante da notória esperteza de alguns cartolas rubronegros, que o português embolsasse a quantia sozinho.

Evidência clara de parceria absolutamente satisfeita foi demonstrada logo após a assinatura do distrato.

Sousa, que não é pobre, foi agraciado, às custas do Flamengo, com uma viagem de jatinho particular para percorrer a ‘enorme’ distância entre Rio de Janeiro e São Paulo.

Os valores, dependendo do nível da aeronave, variam entre R$ 21,7 mil a R$ 76 mil.

Uma ponte aérea, que sequer deveria ser custeada pelo clube, comprada de última hora, vale pouco mais de R$ 1 mil – em alguns casos, até menos.

O Flamengo deveria economizar levando-se em consideração que o novo treinador chega à Gávea com um boleto de R$ 13 milhões – devidos pela demissão anterior – a ser diluído nos salários que receberá ao longo do período em que estiver no comando da equipe.

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