
Na próxima reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians as contas da gestão Andres Sanches serão votadas.
Se aprovadas, permanece tudo como está.
Em caso de reprovação, o presidente será destituído.
Apesar do déficit de R$ 177 milhões nos últimos doze meses e da soma de R$ 775 milhões em dívidas, sem contar as pendência do estádio, Sanches, em live de um site de torcedores, defendeu os números:
“Você reprova umas contas que, tecnicamente, estão perfeitas, traz um monte de prejuízo para o clube”
Ao ser questionado sobre a composição política das chapinhas de Conselho (com 25 pessoas cada), e a possibilidade delas decidirem a votação, o presidente do Corinthians jogou nas costas de Paulo Garcia, dono da Kalunga e irmão do agente Fernando Garcia, um dos beneficiados da gestão de futebol alvinegra, o poder de ‘fiel da balança”:
“Três (chapinhas) são da situação, duas do Paulo (Garcia) e três da oposição”
“(as duas do Paulo) podem definir… o Paulo também não é situação e nem oposição… o Paulo está procurando o melhor para o clube”
A pressão é clara e, nos próximos dias, deverá ser bem negociada.
Em passado recente, Garcia, apesar de apresentar-se, até então, como oposicionista, trabalhou para impedir o impeachment de Roberto Andrade, presidente indicado por Sanches, e, em troca, indicou os diretores de futebol, financeiro, da base e o secretário da presidência.
Por fim, Andres, antes inconclusivo deixou escapar que, de fato, lançará um candidato à sua sucessão:
“Agora está uma briga lá: “Eu sou situação, eu sou oposição…” vou lançar um candidato e aí está lançado um candidato da situação e acaba o problema”