Condenado a pagar R$ 8 milhões em contrapartidas não comprovadas, dos R$ 12 milhões acertados, condicionadas à liberação da construção do estádio de Itaquera, o Corinthians foi apenado, recentemente, também por ‘litigância de má-fé’ (R$ 800 mil), em suposta ação para retardar a execução da sentença.
Em síntese, o clube teria construído uma creche, na Zona Leste de São Paulo, mas não consegue comprovar, documentalmente, detalhes da obra.
A empreitada, vale lembrar, ficou a cargo de empresa ligada ao diretor adjunto de futebol Eduardo ”Gaguinho’ Ferreira, colecionador, nas horas vagas, de pedras preciosas.
Diante da inércia da Prefeitura em cobrar o clube – há suspeita de pagamento de vantagens indevidas a fiscais – o MP-SP cobrou providências da Justiça, que respondeu:
“Digam clube réu e município réu sobre contrapartidas, tanto da primeira como da segunda etapa do acordo, de forma concreta, específica e esclarecedora, comprovando-se documentalmente, e não genérica, vaga, dúbia, desprovida de comprovação documental e, como tal, potencialmente protelatória”
“Prazo: 10 dias. Após, ao Ministério Público para manifestar-se, inclusive sobre a omissão também da Municipalidade de São Paulo. Anoto a proximidade da próxima data de vencimento: 31.12.19”
Ou seja, assim que notificada, a Prefeitura terá que explicar as razões da morosidade em cobrar as contrapartidas do Corinthians, e o clube, pelo fato de ainda não tê-las comprovado, apesar da data limite estar a apenas 39 dias de ser encerrada.
Pior: agora além dos R$ 8 milhões, o clube terá que explicar, novamente, os primeiros R$ 4 milhões.
Vale lembrar que o Corinthians teve prazo desde 2011, ou seja, oito anos, para concluir as obras prometidas.
Se a diretoria alvinegra não conseguir convencer a Justiça e o MP-SP da efetivação das contrapartidas, o Timão será executado em valores corrigidos próximos de R$ 20 milhões.
