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Até quando Andres Sanches seguirá, sem punição, mentindo para o Conselho e o torcedor do Corinthians

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Na última segunda-feira (12), o presidente do Corinthians, Andres Sanches, ousou, em reunião do Conselho, mentir para mais de uma centena de pessoas ao dizer que havia fechado acordo com a Odebrecht, ‘reduzindo’ a dívida do clube com a construtora para, no máximo, R$ 160 milhões.

Assim que o assunto tomou as mídias sociais e a imprensa, a lorota passou a ser tratada como verdade por milhões de pessoas.

Sempre bem informado, o leitor do Blog do Paulinho recebeu, no dia seguinte, o choque de realidade, que pode ser assim sintetizado:

Redução de dívida do Corinthians com a Odebrecht é obra de ficção com atores canastrões

Todas essas questões serviriam para, se, verdadeiramente, o Corinthians tivesse selado acordo com a Odebrecht.

Porém, ontem (14) a construtora tratou de, em Nota Oficial, desmentir qualquer acerto.

O que falta para o Conselho Deliberativo do Timão, tratado como público de circo (mais uma vez aplaudiu o palhaço), cobrar respeito e punir aquele que, sistematicamente, mente em assuntos de tamanha relevância ?

Vale lembrar que, na reunião que definiu a construção do estádio, Sanches afirmou, ao lado do escudeiro Rosenberg, que o custo da obra não seria bancado pelo clube.

Triste também a situação do torcedor alvinegro, alguns poucos que ainda insistem em dar credibilidade ao presidente, que vibrou com a ‘boa nova’ como se fosse um título, nas mídias sociais, e agora terá que correr para apagar todas as postagens.

Sem acordo real com a Odebrecht e, conforme soubemos ontem, no aguardo de mais uma renegociação da dívida com o BNDES (por conta da recuperação judicial da construtora), o Corinthians seguirá, por longos anos, sem poder embolsar um centavo sequer do arrecadado na Arena, com o agravante de conselheiros, associados e torcedores não possuírem, há cinco anos, uma única comprovação sequer do que vem sendo feito com o dinheiro.

A única planilha de custos que se tornou pública, desde então, foi a do setor estruturado da Odebrecht, que indicou pagamentos de propinas a dirigentes do clube, para que trabalhassem pelos interesses da fornecedora.

Pelo que se viu na última reunião dos conselheiros do Timão, ao menos esse acordo Andres Sanches parece estar cumprindo regularmente.

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