
A AFA (Associação de Futebol Argentina) enviou documento à CONMEBOL com diversas reclamações, das quais destacam-se a arbitragem da partida contra o Brasil, a organização precária do torneio e as manifestações políticas, explícitas, do presidente Jair Bolsonaro.
O regulamento da Confederação Sul-Americana, que é adotado, também, pela CBF, impede quaisquer tipo de comportamento em praças esportivas que possam indicar o pensamento político de pessoas e entidades.
Trata-se de óbvio absurdo, mas está em vigor.
Atletas, clubes e até torcedores já foram punidos por isso.
Bolsonaro, sob olhares coniventes da Conmebol e de seus mais novo amigo de infância, o Caboclo ‘esperto’ da Casa Bandida, não só utilizou o jogo como palanque, mas também chegou ao cúmulo de, no intervalo, dar ‘volta olímpica’ no gramado (abortada no meio após algumas vaias).
Ninguém será punido ?
Apesar de não dizer abertamente, é nítido que a AFA, e não somente ela, desconfiam das motivações da arbitragem ao, simplesmente, destoando de todos os outros jogos da competição, ignorar o VAR, que, se consultado, daria aos argentinos duas oportunidades capitais de reverter a desavantagem na decisão.
Teria sido intimidado por alguém ? Ou sentido-se intimidado com a presença, in loco, de um presidente conhecido pela truculência ?
Certo é que a conquista de um título pela Seleção Brasileira, ainda que da pouco significativa Copa América, em terras tupiniquins, gerará ao Governo necessários momentos de bajulação e incitação ao patriotismo, entre subidas e descidas de rampas no Planalto, além das tradicionais fotografias oficiais e twittadas oficiosas.