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A expulsão de Kajuru

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O senador Jorge Kajuru, logo após ser expulso do PSB, divulgou mensagem dizendo que ‘seu coração’ indicava a necessidade de seguir sem partido até o final do mandato.

Horas depois, parte da verdade já circulava nos bastidores do Senado: o ex-jornalista havia sido convidado a se retirar da legenda.

Foi mais grave e pesado do que isso.

O PSB, que faz oposição a Bolsonaro, indignou-se com o comportamento pusilâmine de Kajuru, que, semanas atrás, permitiu-se ser intimidado, ao vivo, pelo presidente.

Com o ‘rabo entre as pernas’, mas ainda assim abanando, o senador voltou atrás na decisão de votar contrariamente ao decreto de armas do Governo.

Depois, para seguir agradando Bolsonaro, Kajuru detonou, publicamente, o presidente do PSB.

Na reunião que ratificou sua expulsão, o ex-jornalista implorou para ficar no partido, pediu desculpas, jogou, como de hábito, a culpa de seus atos em terceiros e numa suposta doença, nunca comprovada, frequentemente utilizada como muleta a seus gestos de mau-caratismo.

De nada adiantou.

Por conveniência das partes, estabeleceu-se a versão de acordo amigável de desligamento, quando, em verdade, os fundilhos de Kajuru foram, simbolicamente – mas quase literalmente, chutados.


Para quem perdeu a bajulação de Kajuru a Bolsonaro, o Blog do Paulinho disponibiliza o vídeo, logo abaixo:

Jorge Kajuru ‘lambe as botas’ de Bolsonaro após ser ‘enquadrado’ ao vivo

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