
Recentemente, conselheiros ligados aos quatro grande clubes de São Paulo, de boa-fé, levaram ao Ministro Sérgio Moro a interessante sugestão da criação de um grupo de investigação, apelidado “lava-bola”, voltado aos rolos do futebol.
Todos tinham em mente estar tratando com o afamado juiz da “Lava-Jato”.
Não se deram conta, porém, que aquele “Moro”, de fama incompatível com a realidade, havia, desde a virada do ano, assumido, efetivamente, o lado político que tentava ocultar em sua decisões nos Tribunais de Curitiba.
Entre desagradar o presidente Bolsonaro, cooptado pela cartolagem em recente encontro com o novo presidente da CBF, sob risco de perder a boquinha prometida no STF e tocar para frente uma devassa que, certamente, colocaria na cadeia 90% dos dirigentes de clubes, Federações e agentes de jogadores do Brasil, o Ministro não teve dúvidas e salvou a própria pele.

Ao enviar a “lava-bola” para a Polícia de São Paulo, Sérgio Moro enterrou toda e qualquer possibilidade de êxito nas investigações.
Apesar de acostumados com o jogo da bola, ou, talvez, até por isso, boa parte dos mais relevantes policiais e promotores do Estado, com algumas exceções, são próximos da cartolagem, situação que deve interferir, por vezes, em diversas denúncias recebidas sobre malfeitos dessa gente, mas nunca devidamente apuradas.