Divulgado ontem (30), o balanço do Palmeiras, referente às contas de 2018. aponta, sem surpreender, que o clube deve R$ 142 milhões à Crefisa.
O contrato, de empréstimo, não de doação como pregava madame Leila Pereira, conselheira alviverde e esposa do dono da financeira, tem “virgulas” preocupantes, também expostas pelo documento.
Diz trecho revelado pela auditoria:
“Com base nos aditivos contratuais celebrados em 2018 entre o Clube e sua patrocinadora master, Crefisa S/A – Crédito, Financiamento e Investimentos, determinadas transações realizadas originalmente como patrocínios foram alteradas para empréstimos vinculados à aquisição de determinados atletas do futebol profissional”
“Com isso foi reconhecido nesta rubrica o saldo da obrigação a pagar acrescido de encargos financeiros (CDI) devidos até a data do balanço”
“A liquidação desta dívida ocorrerá nas seguintes condições e prazos previstos nos correspondentes aditivos contratuais:”
- a) Em caso de venda do atleta: restituição do saldo devedor (principal e juros) será realizada após o recebimento deste pelo Clube. Caso o valor do recebimento seja menor que o saldo da dívida, o Clube deverá efetuar o pagamento da diferença em até 24 meses”
- b) Em caso de término definitivo do vínculo trabalhista: O saldo devedor (principal e juros)
será liquidado em até 02 anos contados da data do término definitivo do vínculo trabalhista entre Clube e atleta”
Mais esclarecedor, impossível.
Se esse tipo de situação ocorreu sem que a turma de madame estivesse, oficialmente, no poder palestrino, chega a dar calafrios imaginar o futuro do Palmeiras quando devedor e credor estiverem de posse da mesma caneta.
