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Justiça Federal decidirá se patinadora trans de 11 anos poderá competir como menina nos campeonatos da categoria

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No mês passado, a patinadora Maria Joaquina Cavalcante Reikdal (11), vice-campeã brasileira da categoria, apesar de classificada para o torneio, teve sua inscrição ao Campeonato Sul-Americano recusada pela Confederação Sul-Americana de Patinagem.

Por liminar, conseguiu ingressar na disputa.

Maria Joaquina nasceu menino, mas, segundo seus pais adotivos, Gustavo Uchoa e Cleber Reikdal, desde os oito anos – quando a conheceram, já apresentava disforia de gênero – quando a pessoa não se identifica com o sexo de nascimento.

Apesar disso, as Confederações Brasileira (estranhamente, por já ter permitido que a garota disputasse o Brasileiro) e Sul-Americana ingressaram com recurso contra a decisão judicial.

A 9ª Câmara de Direito Privado, por conta da complexidade da questão, que poderá atingir não apenas a pessoa física de Maria Joaquina, mas todas as que estiverem em situação semelhante, decidiu que o âmbito correto para a discussão dessa questão é o da Justiça Federal.

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