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O início constrangedor do Governo Bolsonaro

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Apesar dos avisos da história, Jair Bolsonaro foi o escolhido pela população para exercer, nos próximos quatro anos, o cargo de Presidente do Brasil.

Resultado democrático, que deve ser respeitado.

O primeiro ato, logo após a certeza da vitória, porém, foi absolutamente constrangedor.

Bolsonaro, cercado por membros de facções evangélicas, rezando de mãos dadas com Magno Malta, espécie de Ministro “da Oração”, dá bem a tônica do nível cultural dos novos governantes.

Os dois discursos, em meio ao culto improvisado, foram de indigência intelectual preocupante.

O presidente, apesar de estar, há meses, na dianteira das pesquisas, não conseguiu preparar-se, adequadamente, para dizer à nação a que veio e o que pretende, de fato, realizar, deixando a impressão, que já existia na campanha, de absoluta pobreza de idéias e muita improvisação.

Neste primeiro momento, maior do que o risco de uma nova ditadura (que existe) é o da falta de capacidade administrativa do novo governante.

Voltando ao pronunciamento, ao repetir quase uma dezena de vezes a palavra “democracia”, o capitão parecia querer convencer o público de que objetivava realizar tudo ao contrário do que sugeriu, de truculência, durante a campanha eleitoral.

É pouco provável que Bolsonaro, pelas ideias reveladas em campanha, pelo comportamento de vida e também a ineficiência política comprovada em quase três décadas no parlamento, consiga melhorar a vida do povo brasileiro.

Se não piorar muito, sairemos todos no lucro.


O Blog do Paulinho, desde o final da apuração, como prevê o “beabá” do jornalismo decente, atuará na oposição ao poder constituído – da mesma maneira como agiria com Fernando Haddad – com a mesma transparência de quem, mesmo com grandes restrições ao PT, informou a seu público o posicionamento, durante o pleito, em favor da democracia, contrapondo-se a tudo o que representava a campanha bolsonarista.

A vida segue e o trabalho também, contando com a audiência de todos, os que acreditam ou não em Bolsonaro, para que, juntos, possamos, através da verdade, contar a história deste novo Governo.

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