
Ontem (25), o presidente do Corinthians, Andres Sanches, recebeu para “prestação de contas”, em horário comercial, integrantes da facção Gaviões da Fiel, parceiros da gestão há quase doze anos.
O deputado teria sido cobrado a prestar contas de contratos de jogadores, documentos do estádio e da parceria com a OMNI e até convidado a reunir-se com o seleto grupo de conselheiros da “organizada”.
Trata-se, evidentemente, de cortina de fumaça.
Em momento preocupante, com o clube lutando para não ser rebaixado no Brasileirão, Sanches quer passar a imagem de “transparente” e a torcida, parceira, de fiscalizadora.
Se o time cair, os Gaviões, como de hábito, realizarão alguns protestos para, tempos depois, cooptados, aderirem à mais uma campanha “Nunca vou te Abandonar”.
No ambiente da seriedade, Andres Sanches deveria dedicar o tempo dispensado a essa gente para prestar estes mesmos esclarecimentos ao Conselho Deliberativo, órgão que, de fato, teria poderes para ajudá-lo ou, se for o caso, puni-lo por eventuais desvios de conduta.