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Os “professores” de jornalismo das mídias sociais

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Desde que as mídias sociais deram espaço a todo o tipo de manifestantes, a grande maioria, comprovadamente, incapaz de comportar-se com respeito, civilidade e o mínimo de coerência, surgiram diversos “especialistas” em jornalismo.

Os “ombudsmans” dos novos tempos, sem a menor base sobre preceitos básicos da profissão, tomando como verdade achismos simplórios e teorias da conspiração.

Confundem, por exemplo, a linguagem dos blogs, que serve para expor o pensamento de quem assina as postagens, com o comportamento da mídia impressa, que, excetuando-se os espaços de colunistas, obriga-se a agir com alguma neutralidade.

Há quem questione, frequentemente, ao ler uma matéria: “qual é a fonte ?” sem entender que o sigilo de origem da informação é garantido, inclusive pela legislação, para que notícias possam chegar ao conhecimento público sem que pessoas corram risco de morte.

Em não acreditando no jornalista, basta não acessá-lo, nem divulgá-lo, resolvendo, com facilidade, a questão da desconfiança.

Outra dificuldade de compreensão, que já vi por aqui e noutros blogs com perfis semelhantes, são companhadas de questionamentos do tipo: “mas você não é jornalista esportivo?”, “Por que está falando sobre o assunto “x” ou “y” ?”

A resposta é simples: “sou jornalista, o que permite-me, dentro das minhas limitações, falar sobre o que bem entender. O foco (no meu caso) em bastidores do esporte é escolha pessoal, não regra. Não limito meu trabalho, embora nada tenha contra quem tem por hábito ou decisão trabalhar desta maneira”.

Existem, também, os despreparados que se auto-intitulam jornalistas, fomentados pela desobrigação, prevista em Lei, de conclusão de curso universitário para exercer a profissão, apoiada por este blog (que possui diploma).

Estes não entenderam que a legislação quer resguardar o direito de comunicação para quem possui outros conhecimentos, específicos ou gerais, sobre assuntos diversos, e, por conta disso, acabam, em suas respectivas especialidades, contribuindo para melhor informar a sociedade.

Nesse contexto, se faz necessário aprimoramento cultural (principalmente o hábito da leitura), bom círculo de fontes, contrapontos e também noções básicas de ética, responsabilidade e civilidade.

Infelizmente, nem todos alinham-se a essa expectativa, e acabam por confundir os consumidores de notícias, ditando regras inexistentes de uma profissão que, na essência, desconhecem.

Estar sempre em oposição ao poder, buscar, apurar e revelar informações que poderosos desejam esconder, mas, principalmente, respeitar, sem pautar opiniões de acordo com a “maré”, nem que esta seja formada, em determinado momento, pelo seu próprio público, são desafios que devem ser enfrentados pelo jornalista, os de fato, não os que escrevem para ampliar o circulo social no facebook.

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