
Alguns associados do Corinthians, entre os quais o advogado Herói Vicente – que o fez publicamente, em rede social, tem questionado a diretoria sobre as razões pela qual o clube ainda não ingressou como interessado nos inquéritos e processos da “Operação Lava-Jato”.
A dúvida é pertinente, levando-se em consideração que a agremiação teve seu cofre assaltado com o superfaturamento do estádio de Itaquera.
Pelo menos é o que indiciam documentos e delações de executivos da Odebrecht.
Se é compreensível que os atuais gestores alvinegros, muitos deles citados como cúmplices do crime, silenciem sobre o assunto, é inadmissível que conselheiros não trabalhem para esclarecer a situação.
O Corinthians precisa se apresentar nos processos na condição de vítima, colaborando com a justiça e exigindo, não apenas punição, mas também reparo financeiro de quem, por ventura, tenha lhe assaltado, principalmente se, entre estes, houver comprovação da participação de seus dirigentes.