
O treinador Tite foi inteligente ao antecipar um encontro entre Brasil e Alemanha para meses antes da Copa do Mundo de 2018, evitando que o embate, marcado pelo humilhante 7 a 1 de 2014, ocorresse apenas em meio ao torneio.
A intenção é a de que a carga emocional diminua, principalmente se o time brasileiro fizer um jogo de igual para igual com o adversário.
Eis ai a possibilidade, talvez prevista, mas não desejada, de “casca de banana”.
Por razões evidentes, enquanto o Brasil entrará em campo querendo vencer, pela honra, os alemães pensam apenas em treinar, até para, se for o caso, minimizar possível tropeço.
Nem mesmo um 30 a 0 da Seleção Brasileira seria suficiente para apagar os sete a um, que somente poderiam ser combatidos com placar semelhante, dentro duma Copa do Mundo.
Ou seja, quase impossível.
O que Tite precisa evitar é uma derrota brasileira com o adversário demonstrando-se muito superior, que serviria apenas para ampliar o medo diante do que poderia vir a ocorrer em disputa por pontuação oficial.
Este amistoso, tomara empolgante para quem puder assisti-lo, é absolutamente perigoso para o Brasil, enquanto não tem poder de gerar desconforto algum aos alemães.
Em tempo: Os alemães prometem escalar equipe reserva, deixando o Brasil com o pires na mão.