
O único projeto, pessoal, que Andres Sanches tem este ano, a partir da hora em que assumiu a Presidência do Corinthians, nada tem a ver com resolver os problemas do estádio ou do time de futebol, mas preparar-se para a eleição ao parlamento.
Para não ser preso, ele precisa, desesperadamente, ser reeleito, mantendo o “salvador” foro privilegiado.
Mais uma vez, o deputado se utilizará do clube para este fim (ingressos grátis, contratações irresponsáveis, manobras contábeis, etc), porque nem morto pedirá a renúncia, como o próprio deixou claro em constrangedora entrevista a Flavio Gomes, da FOX, sob a desculpa de que “renunciar seria desrespeitar seu eleitor”.
Se sair da Câmara, Andres Sanches cairá nas mãos do juíz Sergio Moro e estará muito próximo da Papuda.
Resta saber como o Corinthians vai se virar com relação à clausula 1.13 de aditivo contratual com a CAIXA, impeditivo do presidente do clube ser deputado federal ou senador, que prevê execução imediata da dívida de R$ 400 milhões, intermediada pela instituição junto ao BNDES, em que as garantias são mais de 80% do Parque São Jorge.
A única alternativa, porque Andres Sanches não poderá largar o parlamento, seria a renúncia à presidência alvinegra.
Ontem, o MPF foi informado da situação e deverá, nos próximos dias, interpelar CAIXA, o deputado e o Corinthians sobre a questão.