
Apesar das notícias vazadas, em delação premiada, sobre os pagamentos de vantagens realizados pela Odebrecht ao deputado federal Andres Sanches (PT), para que este, por intermédio de aditivos contratuais, facilita-se o acréscimo do contrato para construção do estádio em Itaquera (de R$ 330 milhões para R$ 1,2 bilhão) darem conta do valor de R$ 2,5 milhões, a Polícia Federal trabalha com um cálculo muito maior.
Em regra, noutros casos em que foi flagrada, a construtora pagava entre 1% e 5% do valor da obra para seus “colaboradores”.
No caso da Arena alvinegra, a conta atingiria entre R$ 12 milhões e R$ 60 milhões.
A PF, orientada por relatório da Receita Federal, que cruzou informações de “laranjas” habituais do ex-presidente do Corinthians (primos, ex-funcionários e também o filho), e também por colaboração voluntária de algumas pessoas, já tem mapeado o acréscimo de patrimônio não apenas de Sanches, mas também de seu intermediário nos recebimentos dos “agrados”, o vice-presidente André Negão, ambos com origens de recursos incomprováveis.