Diferentemente do que se vende na mídia, a situação financeira do Palmeiras é pavorosa, dependente não apenas da caridade de um presidente “mecenas”, Paulo Nobre, como de ajoelhar-se, diariamente, para o dinheiro, suspeita-se, de origem duvidosa da Crefisa.
Pelas próprias pernas, estaria quase falido.
O clube arrecada menos do que precisa para pagar contas básicas, mas arrota peru tratando dinheiro emprestado (quase doado por Nobre) como se fosse lucro, montando times que não pode sustentar.
Mas se o ex-presidente, apesar da política ilusória, ao menos respeita o clube, a Crefisa estapeia a face do palmeirense como fazem os piores clientes da boca do lixo com suas prostitutas.
Aliás, é assim que tem se comportado o Verdão nos últimos dias, como “dama da noite”, absolutamente dependente de clientes endinheirados, que, por vezes, podem agir como patifes.
Somente a submissão e a dependência podem justificar a falta de honradez de um clube com tamanha história perante exigências indecentes de empresas investigadas pelo MPF por crimes diversos.
Melhor dar o passo de acordo com a perna do que viver rastejando pelo dinheiro de um patrocínio que agora parece interessante, mas, no futuro, sairá tão caro quanto os contratos de quem, em sentido figurado, vende a alma para o capeta.
O Palmeiras é gigante, multi-campeão.
A CREFISA e a FAM, segundo investigações, podem tornar-se a MSI – com hábitos semelhantes – que assombrou e derrubou o Corinthians no passado recente.
Qualquer manobra que venha a ser feita, absolutamente ilegal, para recolocar na disputa do conselho palestrino, e, em consequencia, mais perto da presidência, a empresária apelidada “Uma Linda Mulher” (não pela semelhança com a atriz Julia Roberts), será uma mácula indissolúvel de indecência na história alviverde.
