
Desde 2007, quando venceu as eleições presidenciais do Corinthians, até os dias atuais, em que ainda manda no clube manipulando marionetes, o deputado federal Andres Sanches tem como procedimento básico de manutenção de poder, encabrestar seus eleitores.
Para tal conta com o habitual baixo quorum em dias de votações, insuficiente para suplantar as centenas de distribuições de “carteirinhas”, que garantem a seus recebedores benesses no Parque São Jorge, mas obrigá-os, bovinamente, a seguir as ordens de seus benfeitores.
Em regra, em pleitos apertados, a quantidade de encarteirados supera a diferença apontada nas urnas, garantindo a perpetuação do grupo no poder.
Houve um tempo em que conselheiros e cardeais do São Paulo, com ressonância de torcedores, ironizava a confusão de bastidores alvinegra, tratando como algo distante do clube, que era vendido à mídia como exemplo de gestão.
Hoje, não mais.
Recentemente, um ex-presidente foi afastado acusado de utilizar-se de sua namorada para roubar o clube, e, desde sábado, o sistema das “carteirinhas”, utilizado por Leco, mandatário atual, para afrontar decisão do STF, igualou o Tricolor às manobras políticas do Corinthians de Andres Sanches
A lama será o limite ?
Se é que existem limites para a cartolagem do futebol.