
“Vocês gostam de criar polêmica no Corinthians, isso é uma coisa normal. O departamento médico errou em quê? Erro médico é quando alguém perde a perna, quando alguém morre. Isso é coisa normal que acontece no consultório”
(Joaquim Grava, médico do Corinthians)
—————————————————————————————————————
Vítima de fissura na fíbula, o jogador Elias, do Corinthians, sob diagnóstico de problema na pele, foi autorizado pelo departamento médico do clube, sob regência de Joaquim Grava, a disputar partidas de futebol, procedimento equivocado que ajudou a agravar a lesão.
Não é a primeira “vítima” do doutor.
Entre diversos casos de erro em avaliação, o mais famoso é o do ex-lateral Giba, que dizia para quem quisesse escutar, nos bastidores, que encerrou a carreira prematuramente porque Grava teria “assassinado” seu joelho.
No início dos anos 2000, o então dirigente do Corinthians, Roque Citadini, após receber informações desabonadoras sobre as condutas do médico, entre as quais de que trabalharia sob efeito de álcool, talvez por isso, o tenha demitido do Parque São Jorge.
Grava retornou, anos depois, sob a batuta de Andres Sanches, retomando o comando do Departamento Médico alvinegro, acrescentando, ainda, outras inusitadas funções, como a de “engenheiro” amador do CT da Ayrton Senna, além de comprador de materiais utilizados pelo futebol profissional (pelo qual foi acusado de superfaturamento).
Com o passar dos anos, inseriu um filho adotivo na base (acusado de cobrar vantagens indevidas, tendo o pai como provável beneficiário) e outro no departamento profissional (a quem incumbiu, ontem, de explicar o caso Elias à imprensa).
Ambos, agora, trabalham com o elenco principal do clube.
Tratado como irrelevante academicamente, Grava criou indevida fama de “gênio” no mundo do futebol, amparado em críticas favoráveis de profissionais da imprensa que pouco se aprofundavam no assunto, talvez mais preocupados com as cirurgias que, muitos deles, realizaram sem custas, na badalada clínica do doutor.