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O “hímen complacente” dos boleiros

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Excetuando-se raríssimos casos, a cada entrevista concedida por jogadores ou ex-jogadores percebemos o quanto estes devem ser agradecidos aos ingleses pela invenção do futebol.

Se a bola não existisse, poucos teriam futuro em profissões que tivessem a utilização do cérebro como meio primordial para alcançar o sustento.

Observem o caso, por exemplo, do genial garoto Neymar, do Santos.

Dentro de campo, inquestionável.

Fora dele, após uma desastrosa entrevista ao Estadão, blindado que foi por sua família e assessores, parecia ter amadurecido.

Ledo engano.

Ontem, nos camarotes da Sapucaí, questionado sobre a possível queda de Ricardo Teixeira, respondeu: “Eu acho que ele é um excelente presidente. Ele sempre me tratou muito bem.”

Pois é.

Além de nunca ter conhecido outro mandatário na entidade, nem, provavelmente ter estudado sobre os anteriores, a “opinião” de Neymar sobre Teixeira tem como base “tê-lo tratado bem”.

Realmente muito profundo.

Mas, pior ainda, aconteceu com o agora comentarista da BAND, o ex-atleta Edmundo.

“Adoro o Ricardo Teixeira..Ele transformou a CBF numa potência. Quando você lida com uma coisa tão grande, faz coisas boas e ruins. E as pessoas estão vendo só as coisas ruins.”, declarou ao responder os mesmos questionamentos.

Paulo Maluf, que fez mas roubou e Adolf Hitler, que liquidou com a dívida da Alemanha, e também com milhões de seres humanos, aplaudiriam.

Não é a toa que os tiranos do esporte deitam e rolam num mundo em que os maiores prejudicados, como focas, aplaudem a um espetáculo que nem ao menos possuem capacidade de entender.

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