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Ser campeão nem sempre significa vencer

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Novamente uma campanha bem sucedida na Copa São Paulo de Juniores é utilizada pelos dirigentes corinthianos para tapar o Sol com a peneira.

Ou sem peneira.

Vale lembrar que o mesmo torneio – cada vez mais inexpressivo (O América/MG, campeão brasileiro, disputou com dois jogadores daquela equipe), foi vencido, recentemente, por uma equipe alvinegra, na gestão Andres Sanchez, e nenhum jogador daquele elenco vingou no profissional.

A verdade é que as categorias de base do Corinthians estão completamente abandonadas, e, de fato, os jogadores que pertencem ao clube sequer vestiram a camisa na Copinha.

Sim, porque os que estão atuando, no momento, são todos atletas de empresários, sob o qual o clube pouco ou nada manda em seus futuros.

Se qualquer um deles, por sorte, subir ao profissional, dificilmente será mantido no elenco por muito tempo, vítimas que serão de pressões de seus verdadeiros proprietários.

Restou aos jogadores formados no clube a humilhação de disputarem o torneio “emprestados” ao tal Flamenguinho de Guarulhos, que realizou a campanha que todos nós já conhecemos.

O correto, sem dúvida, é dar condições para que nossas jovens promessas possam, de fato, evoluir nos anos em que permanecem na base, muito mais do que disputar títulos, que só adquirem valor real quando vencidos na categoria principal.

Ser campeão juvenil é sempre muito legal, infla o ego, mas não resolverá o problema de nenhum clube brasileiro se bons jogadores não estiverem sendo formados adequadamente.

E, o principal, desvinculá-los de atravessadores, tornando-os patrimônios do clube, não de meia dúzia de aproveitadores.

Este é o caso do Corinthians.

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