Enquanto o Santos de prepara no Japão para a tentativa de fazer história novamente, numa missão ainda mais difícil do que as anteriores, na década de 60, em que o papel de melhor time do mundo era invertido com seu adversários, nos bastidores, o “staff” de Paulo Henrique Ganso continua aprontando.
E prejudicando, não apenas o jogador, mas também o ambiente do clube.
Ganso, de toque refinado, quando da decisão contra o Santo Andre, pelo paulistinha, em que pediu para não ser substituído – na verdade, ordenou – parecia ter demonstrado ser um garoto de personalidade forte, diferenciado.
Acho que, mais uma vez, nos enganamos.
Tudo indica que tenha sido um repente, filho único, desmentido pelos fatos que se seguiram posteriormente.
O atleta demonstrou – e ainda demonstra – submissão àqueles que dizem cuidar de sua carreira, mas, invariavelmente, o prejudicam.
Sem perceber, seu futebol, grandioso vem sendo afetado por questões que deveriam ser resolvidas pelo próprio, se tivesse a personalidade que antes acreditávamos possuir.
Mas não tem.
Seu último equívoco, negociar 10% de seus direitos, durante o Mundial de Clubes, para a empresa que está em litígio com o clube, tornando-a majoritária nas decisões de sua carreira, é de uma burrice sem limites.
Pior ainda é fazer o jogo dessa gente, e conceder entrevistas explicando o ocorrido, com o discurso claramente manipulado por seus “gestores”.
Tomara, na semana deste Mundial, Ganso subverta a lógica e se torne o principal jogador de uma conquista que seria histórica na vida do Peixe.
Senão, deixará o clube, sendo lembrado, lamentavelmente, muito mais pelos erros cometidos no final, do que pelos brilhantes acertos de seu início de carreira.
