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No fim, fim da escrita no Beira-Rio

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Por JUCA KFOURI

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

No Beira-Rio abarrotado, com mais de 39 mil torcedores, mesmo com a chuva torrencial que caiu sobre Porto Alegre pouco mais de uma hora antes de o jogo começar, o Inter fez um mau primeiro tempo contra o Emelec, do Equador.

O time brasileiro não soube fugir das faltas sistemáticas do adversário e pouco criou.

Para piorar, nem bem o segundo tempo começou e o estádio gelou: gol dos visitantes.

Foi o bastante para o torcedor colorado começar a manifestar sua irritação.

Para sorte de todos, porém, aos 7, Nei, que no fim do primeiro tempo tinha dado um dos piores chutes da história do Beira-Rio, acertou um dos melhores já vistos no Rio Grande do Sul e empatou o jogo.

Voltava a chover canivetes às margens do Guaíba.

O gramado resistia bravamente.

Mas o Inter continuava a errar demais, passes simples acabavam em pés rivais.

Aos, 18, enfim, Jorge Fossati resolveu mexer no time que estava empatando e pôs Taison no lugar de Nei, com dor no tornozelo direito.

E tome cera equatoriana.

Guiñazu, para variar, era um leão, leão marinho, mas leão.

Mas o estreante goleiro Pato Abbondanzieri parecia estranhar tanta água em dois lances seguidos, ao sair mal da área numa dividida e, depois, ao sair mal com as mãos em reposição de bola.

E tome cera equatoriana.

É a vez de Walter, um jovem atacante, entrar no lugar de Edu, aos 32.

E de Andrezinho substituir Giuliano, em noite tremendamente infeliz, já aos 36.

Pela nona vez, em nove participações, o Inter não vencia numa estreia em Libertadores.

Mas, aos 42, em bela jogada de Sandro pela direita, Andrezinho recebeu e deu com creme de leite para Walter que deu com açúcar para Alecsandro marcar, em belo gol, fruto de belíssima trama, num desafogo formidável, para quebrar a incômoda escrita.

Ufa!

Que a soberba nacional se dê conta que estar obrigado a ganhar não é sinônimo de vitória sem jogar.

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