Estamos chegando em 2010 e os clubes continuam com problemas em seus quadros administrativos.
Poucos são os que melhoraram.
O Corinthians está sendo gerido por uma quadrilha que está usurpando seu patrimônio e elevando a dívida para patamares preocupantes.
Espertos, compraram a submissão de torcedores organizados e tem ótimo relacionamento com a imprensa, o que faz com que, quase sempre, somente notícias agradáveis sejam divulgadas.
No Palmeiras as coisas começaram bem, mas terminaram conturbadas.
A demissão de V(W)anderlei(y) Luxemburgo foi o maior acerto.
Logo depois trouxeram Muricy Ramalho e o centroavante Vagner Love, sem dúvida, ações coerentes até aquele momento.
Os problemas, na verdade, vieram depois.
Acreditaram que o título estava ganho e, após uma seqüência de resultados ruins, o desespero acabou por comprometer todo o trabalho.
Belluzzo errou a mão, mas terá a chance de se redimir no próximo ano.
Honestidade não lhe falta.
O Tricolor fechou 2009 sem conquistas relevantes.
Raridade se levarmos em conta o que aconteceu nos últimos anos.
Os atuais dirigentes tem crédito, mas precisam lembrar que não são tão melhores assim do que os outros.
A soberba costuma levar ao fracasso.
Há também alguns problemas internos que precisam ser resolvidos.
Enquanto João Paulo de Jesus Lopes é um dirigente acima da média, temos Leco e Marco Aurélio Cunha, que costumam jogar de bandido.
A maior esperança do próximo ano vem da baixada santista.
Luis Álvaro assumiu o comando do Santos com a dura tarefa de ter que reconstruí-lo das cinzas.
Não será fácil.
Espera-se que o dirigente não se deixe seduzir pelas facilidades de um mundo podre formado por locupletadores de plantão.
Logo de início acertou ao impedir que um empresário de atletas desse as cartas na Vila.
Resta saber se continuará com esta política daqui para frente.
Santos e Palmeiras tem um caminho promissor.
O São Paulo precisa retomar o caminho.
E o Corinthians, lamentavelmente, está entregue aos abutres.
Em 2010 continuaremos fiscalizando e informando o que ocorre com todos, no intuito de contribuir para a transparência de suas gestões.