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Negociação picareta

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O imbróglio da contratação do atleta De Federico, pelo Corinthians, lembra muito o caso Nilmar – tentativa de golpe aplicado por Kia Joorabchian, no Lyon da França – que resultou em enorme prejuízo ao Corinthians.

Primeiro porque o clube do jogador, o Huracán, que não quer liberar o atleta, está sendo tratado com absoluta falta de respeito.

A transação está sendo realizada por intermediários, e conta com a participação de Luis Paulo Rosenberg, pelo Corinthians.

Mais uma vez o nome dele envolvido em picaretagem.

Se o clube argentino não concordar em liberar o atleta, o caso deve parar na FIFA, com sanções graves para quem assediou um profissional sem consultar o clube detentor de seu vínculo.

O valor anunciado é de U$ 4.5 milhões por 80% dos direitos do atleta.

O Huracán possui 50%.

O detentor dos outros 50% é o empresário Alejandro Bouza, que pretende manter 20%.

Mas há ainda a comissão a ser paga para os empresários Fabiano Ventura e Wagner Martinho – que também trabalham para o jogador Iarlei (Goiás), equivalente a  R$ 1 milhão (10% do montante).

Na verdade, o valor total da aquisição, por 80% de um atleta em formação, subirá para U$ 5 milhões.

O fato curioso, mas que evidentemente não me surpreende, é que um dos intermediários, Wagner Martinho, é ligado a V(W)anderlei(y) Luxemburgo.

Já trabalharam juntos algumas vezes.

O que explica, no mínimo, a maneira “ética” como o negócio vem sendo conduzido.

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