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Explicações do COB não convencem políticos

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Do “O ESTADO DE S. PAULO”

Por VALÉRIA ZUKERAN

Os deputados não ficaram satisfeitos com as explicações dadas pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, e outros dirigentes esportivos sobre o uso das verbas públicas na preparação brasileira para as olimpíadas e no incentivo ao esporte escolar e de base em audiências realizadas ontem e anteontem na Câmara dos Deputados. Desde ontem, tentam obter as assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

A iniciativa, segundo os deputados Miro Teixeira (PDT- RJ) e Sílvio Torres (PSDB-SP), tem como objetivo fazer um raio-X do esquema de repasse do dinheiro público para o fomento do esporte e elaborar uma política que integre a União, os Estados e os Municípios a partir das escolas. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) será o responsável pela coleta de assinaturas entre seus colegas.

“A idéia não é investigar o COB ou qualquer outra entidade, mas o fato é que hoje sabemos que o dinheiro não está chegando ao jovem atleta carente e queremos entender o porquê”, afirma Teixeira. Ele também explica que a CPMI não tem a intenção de tirar verbas dos clubes para repassá-las às escolas. “Ela seria mais uma grande auditoria.”

Para Torres, nem uma, nem duas audiências serão suficientes para detectar as fragilidadde do esquema atual de repasse, por isso a necessidade da CPMI. No entanto, o deputado sabe que a iniciativa vai sofrer resistência por parte dos defensores de que investigação pode prejudicar a candidatura olímpica brasileira para 2016.

“A idéia é fazer uma comissão não com o objetivo de fazer uma investigação criminal, mas tentar compreender como funciona o esporte brasileiro, um raio X, e a partir daí criar uma política pública para o esporte, que hoje não existe.” Segundo o deputado, o trabalho seria semelhante ao que foi feito na CPI do Idoso e da Prostiuição Infantil.

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