Foi um massacre, como tinha que ser.
A diferença técnica entre Corinthians e ABC chega a ser covardia.
O Timão, que nada tem a ver com a ruindade de seu adversário, cumpriu a sua obrigação e fez boa partida.
Após perder muitas oportunidades de abrir o placar, uma delas incrível, aos 13 minutos, quando Douglas fez ótimo lançamento para Herrera fintar o goleiro e bater para fora.
Mas o gol já era inevitável e aconteceu aos 21 minutos.
Herrera, mais uma vez com boa atuação, lançou Elias pela direita que avançou com a bola e bateu no canto esquerdo alto do goleiro para abrir o marcador.
Seis minutos depois o Timão já ampliava o marcador.
Alessandro fez boa jogada e lançou para Herrera que, demonstrando espírito de equipe, cruzou para Douglas, sozinho, marcar o segundo gol da partida.
O ABC, perdido em campo, rezava para a primeira etapa terminar.
Teve um momento de esperança aos 38 minutos, quando Nilton foi expulso por deixar o braço no rosto do adversário.
Não adiantou muito, um jogador a menos ainda era pouco perante a imensa diferença de nível das equipes.
E o Timão continuou comandando a partida.
O segundo tempo manteve o mesmo panorama.
Corinthians no ataque, com menos ímpeto, mas sempre melhor.
Por isso o terceiro gol não demorou a surgir.
E foi bonito.
Aos 20 minutos, Elias tocou para Douglas, que deixou a bola passar para André Santos dominar, fintar o zagueiro com categoria e ampliar o marcador.
Era um passeio.
Aos 29 minutos, finalmente o ABC demonstra existir na partida, em uma despretensiosa cabeçada de Warley que atingiu a trave corinthiana.
Ainda deu tempo para o Corinthians fazer mais um.
Lulinha é lançado pela esquerda e sofre pênalti.
Aos 41 minutos, Chicão bateu a penalidade com perfeição, marcou o 100º gol do Corinthians no ano, em seu jogo de número 1500 no Pacaembu, dando números finais a partida.
Do jeito que as coisas caminham o Timão sobe antes da metade do segundo turno.
Não há adversários a altura na Série B.