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Vergonha no Cartório

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O golpe está armado.

O Corinthians é regido atualmente pelo antigo estatuto, de 2002.

O novo, que foi alardeado como a solução de todos os problemas, e que traria de volta as eleições diretas, foi uma fraude.

Na calada da noite foi introduzida no texto uma alínea no artigo 87.

A famosa letra “K”.

A intenção era a de dar poder ao conselho de mudar a forma de votação quando fosse oportuno, ou seja, bastaria ter o quorum adequado e as diretas deixariam de existir.

Algo totalmente inconstitucional.

Os advogados do clube, Dr. Sérgio Alvarenga e Felipe Ezabella, fizeram parte da comissão que redigiu o estatuto.

Alem deles estiveram presentes alguns desembargadores, todos conhecedores da lei.

É de conhecimento publico que eleições diretas não interessam a quem foi eleito recentemente pelo conselho.

Talvez por isso uma adequação do estatuto ao Código Civil esteja sendo empurrada com a barriga.

Se as eleições fossem hoje o voto seria indireto.

E o candidato eleito teria direito a uma nova reeleição, porque teria sido beneficiado pelo estatuto anterior.

Tudo indica ser essa a intenção dos que ainda não tomaram providencias.

Perpetuação de poder.

Confira abaixo a vergonha que o Corinthians passou no 1º Cartório.

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