A Seleção Brasileira realizou uma partida burocrática, mas mereceu vencer a Suécia, na Inglaterra.
Na primeira etapa, com pouca criatividade, o jogo se arrastava e de vez em quando a Suécia incomodava.
A defesa brasileira foi o ponto fraco da etapa inicial, mal colocada permitiu lances que poderiam ter resultado em gol.
Destaque negativo para a entrada de Richarlyson no tornozelo do atacante sueco, sem bola, que poderia ter sido punida com expulsão.
O arbitro contemporizou pelo fato de ser uma partida amistosa.
Foi na segunda etapa, mais precisamente a partir dos 15 minutos, que o amistoso começou a valer à pena.
Com a entrada de Anderson e Alexandre Pato a Seleção Brasileira recebeu a injeção de criatividade que estava faltando e passou a incomodar a Suécia com mais perigo.
Teve até um pênalti clamoroso em cima de Diego, ignorado pela arbitragem.
Aos 26 minutos o garoto Pato mostra a sua arte.
O goleiro sueco falha feio ao tentar dar um chutão na bola, ela bate em Pato, que domina e por cobertura faz um belo gol.
Foi o que melhor aconteceu em um amistoso morno.
* Uma pena que atletas de tanto talento dentro de campo não tenham a humildade de reconhecer o feito de uma equipe que abriu o caminho para que hoje eles pudessem ser reconhecidos.
Há os que realmente ignoram (por incrível que pareça) a história daquele esquadrão fantástico, mas também existem os que fingem não saber por puro despeito.
A Seleção de 1958 foi a maior que já pisou em um gramado de futebol.
Nunca mais existirá uma equipe que reúna dois monstros sagrados como Pelé e Garrincha.
Espero que algum dia eles tenham a noção do desrespeito que proporcionaram a história do futebol.
Se foi por ignorância, que tenham a humildade de repensar as próprias vidas e passem a se informar.
Agora, se foi por despeito, que a vida possa ensinar-lhes a ter humildade.
Viva a Seleção de Pelé e Garrincha.