Inicio da auditoria nas contas da Anaf
Brasília – 17/03/2008
O Presidente Jorge Paulo informa aos que, incansavelmente, solicitam auditoria em relação ao ultimo mandato, que, após aguardar , sem sucesso, por quatro meses a remessa dos documentos de prestações de contas daquela Diretoria, tomará providências legais, com possibilidades de ingressar no Judiciário para que as prestações e outros documentos contábeis e administrativos sejam DEVOLVIDOS à Anaf.
“Ressalto, que enviamos diversas correspondências registradas ao último Presidente para que nos devolva os documentos que pertencem à Entidade, mas não conseguimos convencê-lo dessa obrigação legal.”
Dois pesos, duas medidas. Agora, explicações
No evento das eleições, todas as chapas deveriam, por força do Estatuto, saldar todo e qualquer débito referentes a recolhimento de taxas por parte dos árbitros, ex-árbitros e sindicatos que quisessem concorrer. Pois bem, na chapa da situação, tentando a reeleição, os que se encontravam em débito assinaram um documento denominado “confissão de dívida”. Generosidade oferecida pelo ex-presidente aos seus companheiros de chapa, tão somente. A outra chapa teve que saldar tudo em dinheiro, depositando no Banco do Brasil, sob as ameaças de impugnação, (há recibos de depósitos comprobatórios). Após as eleições e posse da nova Diretoria, esses documentos nunca apareceram, nem os devedores se apresentaram para saldar, lógico.
Quando os documentos forem apresentados, divulgaremos o “quantum” da dívida de cada um dos que assinaram a confissão de dívida e não saldaram até ontem.
Aos amigos, a Lei. Aos inimigos, o rigor da Lei.
Não bastasse este absurdo, mas esperado golpe, convivemos com o descaso da resistência da entrega de documentos contábeis de vários meses do mandato anterior, principalmente, os que se reportam ao último Congresso ocorrido em Florianópolis-SC, ocasião em que o Ministério do Esporte contribuiu com a verba de, aproximadamente *R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais). Esta prestação de contas NUNCA chegou à Anaf.
* – Não tivemos a grata oportunidade de ver qualquer documento sobre a liberação da verba pública, nem da prestação de contas ao Ministério do Esporte . O que, já solicitamos ao Ministério que nos forneça uma cópia de todo o processo.
Sabemos que naquela oportunidade, uma conta fora aberta no Banco do Brasil, e que perdurou por três meses, aproximadamente. Agora, com a prerrogativa legal de respondermos pela Anaf, estamos solicitando ao banco do Brasil toda a movimentação dessa conta e o caminho percorrido pelo dinheiro que lá se encontrava. Não teremos dificuldade em saber o destino que o dinheiro tomou e poder informar a todos. Certamente, fora bem aplicado para o bem da arbitragem brasileira.
De tudo que se tinha na Anaf, hoje nos restam migalhas. Obviamente, não temos dinheiro para pagar uma auditoria. Por tudo isso e por intermédio do bom conceito que gozamos, estamos conseguindo que um contador de Brasília, inicie a auditoria para receber pelos seus trabalhos quando dispusermos de caixa. Só não podemos deixar cair no esquecimento, como tudo de errado que se vê nesse País.
Só eu sei o que passei para estar aqui hoje, por conta de pessoas que não queriam que abríssemos o baú do mistério, fechado a sete chaves.
Apuraremos até a ultima linha contábil para bem informar aos árbitros o que foi feito com a sua contribuição.
No Congresso de Porto Alegre, poderemos explanar mais detalhadamente as medidas que estamos tomando para sanar esse infindável problema
A responsabilidade será de cada um pelos atos praticados. Não deixaremos de divulgar qualquer fato, seja ele positivo ou negativo ao comportamento de quem quer que seja, nem de tomar medidas judiciais, se a situação exigir. ”
Jorge Paulo de Oliveira Gomes
Presidente
Nota do blog
O ultimo presidente da ANAF foi o ex-árbitro José de Assis Aragão, investigado por corrupção e incompetência administrativa no famoso “Caso Pacaembu”, que originou 5000 páginas de inquérito que até hoje nunca foram divulgadas e estão protegidas por uma indecente investigação sigilosa.
Fala-se que foi primordial a intervenção de Aldo Rebelo para que o caso fosse abafado.
Resta saber qual seria o interesse dele em um assunto tão delicado.
Pergunta que já lhe encaminhei por diversas vezes.
Aldo Rebelo nunca respondeu.