“Em 2004, um empresário investiu grande quantia de dinheiro em um clube sul-americano e reforçou a equipe com jogadores espetaculares. O dinheiro investido era de origem suspeita e o investimento parou rapidamente. Três anos depois, a equipe foi relegada à segunda divisão”
FIFA
O trecho acima foi retirado do site oficial da FIFA.
Faz parte de um texto que o órgão maximo do futebol utilizou o Corinthians como exemplo para aumentar o rigor e evitar que empresários e investidores usem os clubes para lavagem de dinheiro.
É a imagem do Corinthians no exterior nesse momento.
Culpa de bandidos como Alberto Dualib, Nesi Curi e coniventes.
Novas medidas foram tomadas pela FIFA para evitar que isso aconteça novamente.
São elas:
Sistema eletrônico para transferências – a entidade utiliza desde janeiro um sistema via Internet ao invés do sistema antigo, que usava aparelhos de fax, para receber as documentações das transferências de atletas. O novo sistema permite que a entidade saiba a origem e o destino do dinheiro de maneira mais clara.
Fim da influência de terceiros nos clubes – os clubes não estão mais autorizados a permitir a influência de outras pessoas fora membros das duas equipes e os agentes dos jogadores nas transferências dos atletas. A medida visa proteger a independência dos clubes nas negociações.
Sistema para evitar apostas ilegais – a medida já foi usada na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. O sistema facilita a identificação de irregularidades em apostas nas partidas de futebol. A intenção é descobrir os jogos visados pelos apostadores ilegais, antes que eles aconteçam. O sistema está sendo novamente utilizado nas Eliminatórias para a Copa do Mundo.
Renovação da licença de agentes dos jogadores – o certificado dado pela Fifa aos agentes de jogadores passa a ser renovável, e não vitalício. A medida serve para eles não ficarem desatualizados com relação às regras da entidade. Além disso, os salários dos agentes serão pagos exclusivamente pelos jogadores que representam, sem a permissão de influência de clubes ou outras pessoas.
Proteção do sistema de acesso e rebaixamento – a entidade quer impedir que um clube compre, venda ou ceda a sua vaga em um campeonato. O único jeito de um clube subir para outra divisão é conquistando o direito dentro do campo. Os únicos campeonatos que estão liberados dessa medida são o dos Estados Unidos e o da Austrália, que têm ligas independentes.
Criação de um código eleitoral para as federações nacionais – as federações de futebol ligadas a Fifa, como a CBF, terão de se adaptar a regras internacionais ao realizarem seu processo eleitoral. A intenção é não permitir a influência dos governos dos países.
Criação de tribunais nacionais para disputas entre clubes e jogadores – os tribunais nacionais servirão para resolver os conflitos trabalhistas entre atletas e equipes, com a intenção de evitar que os casos sejam levados para o tribunal da entidade máxima em Zurique, na Suíça.
Concessão de licenças mundiais de clubes – após o sucesso da experiência na Uefa, a Fifa decide copiar o sistema para saber mais sobre os donos e acionistas de clubes. A intenção é impedir a movimentação de dinheiro de origem indeterminada no futebol. A entidade citou o exemplo da parceria entre Corinthians e MSI.
Acordos de colaboração – entidade quer o desenvolvimento de uma colaboração saudável e de um respeito mútuo entre as associações nacionais e os órgãos de governo para que não haja interferências.