
Condenado, com sentença transitada em julgado, por desviar dinheiro do estádio do Pacaembu — quando exercia a função de administrador —, o ex-árbitro José de Assis Aragão, embora atingido por graves sanções, entre as quais a perda de direitos políticos, vinha se esquivando da obrigação de ressarcir os cofres públicos em razão de recurso impetrado por um de seus comparsas.
Enquanto essa questão não fosse resolvida, a execução permanecia travada.
Agora, não mais.
Em fevereiro, o STJ deu por encerrada a controvérsia.
Ato contínuo, o TJ-SP determinou que Aragão pague, imediatamente, o que embolsou indevidamente do Estado, atuando como “juiz ladrão”, em analogia ao contexto futebolístico de que fez parte.
Paralelamente, o Blog do Paulinho informou ao MP-SP que o ex-árbitro exerce, ilegalmente, a presidência do SAFESP — já que os associados do sindicato parecem não se importar com a situação.
Nem mesmo diante dos indícios claros de possível superfaturamento na compra da sede — coincidentemente em uma das gestões anteriores de Aragão.
Aguardam-se os desdobramentos da comunicação.
Existe ainda outra condenação de Aragão, pelos mesmos motivos, que, após longa espera, começará a ser julgada em 2ª instância a partir da próxima semana – salvo possível atraso dos desembargadores.