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Desprezo do Nubank pelo Palmeiras é estratégia arriscada

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A estratégia do Nubank, que adquiriu os naming rights da Arena do Palmeiras, ao apresentar-se como parceira da WTorre e ignorar o clube, é das mais arriscadas.

O evento de apresentação do projeto não deixou dúvidas.

Lívia Chanes, CEO do banco, declarou:

“Nós estamos adquirindo os naming rights do estádio, mas não temos nenhuma ligação direta com o clube Palmeiras.”

“Apesar do respeito, é a casa do clube, mas a nossa intenção é justamente aproveitar a pluralidade dessa arena na América Latina.”

Não é simpático — talvez nem inteligente — minimizar a paixão do torcedor palestrino.

Ainda que o Nubank pague a fortuna que se dispôs a investir — dinheiro que apenas em parte ingressará nos cofres palestrinos.

Como exemplo: alguém imaginaria qualquer patrocinador do rival Corinthians dizer, claramente, que não se importa — ainda que sem essas palavras — com o futebol alvinegro, mas apenas em lucrar com shows realizados em Itaquera?

É o caso do Nubank.

Ninguém duvida que também fosse o da Allianz.

Porém, em um ambiente em que a Arena, apesar de escolhida para shows, inexistiria sem o futebol do Palmeiras, é preciso o mínimo de traquejo — e respeito — ao lidar com um tema sempre espinhoso.

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