
Na última semana, Alessandro Barcellos, presidente do Internacional, esteve na CBF para tratar, entre outros assuntos, da possibilidade de reconhecer o clube como campeão brasileiro de 2005 — dividindo ou não o título com o Corinthians, legítimo vencedor daquela edição.
A tentativa se apoia em declaração do juiz Edílson Pereira de Carvalho, pivô do escândalo da Máfia do Apito e desmoralizado publicamente, que afirmou que o título deveria ser entregue ao Colorado.
Ao ser questionado sobre a visita, em vez de encerrar de imediato a discussão, Samir Xaud, mandatário da CBF, preferiu alimentá-la:
“Bem, isso é uma questão mais jurídica, que a CBF não tem o poder de se manifestar nesse momento.”
“Mas recebemos o presidente do Inter, como recebemos todos os presidentes que nos visitam.”
“E ele também falou sobre esse assunto.”
“O que eu disse é que isso é uma questão jurídica, e que não temos como optar, validar ou fazer qualquer coisa neste momento.”
“Fica a critério do STJD e de todo esse imbróglio de muitos anos.”
“E, na verdade, o tema voltou à tona por conta do relato de um ex-profissional do futebol.”
Independentemente do que o STJD venha a decidir — se é que algo será decidido — a CBF tem obrigação institucional de defender seu próprio ato administrativo, sob pena de abrir precedente para que todo campeonato, por qualquer motivo, se torne alvo de revisionismo oportunista.