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ESPN, CBF e os jornalistas

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Não surpreendeu, embora seja absolutamente reprovável, a punição imposta pela ESPN, a pedido da CBF, aos seis jornalistas que ousaram discutir a reportagem da revista Piauí que desnuda Ednaldo Rodrigues, presidente da Casa Bandida.

Dimas Coppede, Gian Oddi, Paulo Calçade, Pedro Ivo Almeida, Victor Birner e William Tavares foram afastados por 48 horas.

A alegação é de que o tema discutido no Linha de Passe, sensível ao departamento comercial da emissora (que transmite a Série B do Brasileirão), deveria passar por aprovação prévia da direção.

No mundo ideal, os jornalistas deveriam pedir demissão.

É pouco provável que aconteça.

Alguns permanecerão por necessidade financeira, outros pelo temor de perseguição na profissão.

Sabem, porém, que não exercerão o jornalismo na plenitude, embora Oddi, em autoengano, tenha falado que seguirá na ESPN exatamente pela liberdade que, comprovadamente, não possui.

Triste realidade que é vivida, também, noutras redações.

A ESPN, que, no passado, fazia a cartolagem tremer, há algum tempo tornou-se mais do mesmo, juntando-se ao grupo de emissoras das quais, por qualidade e coragem, se diferenciava.

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