
Josué Lopes de Souza era assessor da presidência do Conselho Fiscal do Corinthians, órgão responsável pela análise dos documentos que embasam a contabilidade do clube, quando, cooptado, aceitou receber R$ 30 mil mensais como funcionário de departamento de Finanças.
A indicação partiu do bacharel em direito Haroldo Dantas, presidente do órgão.
Promiscuidade explícita, que fere a obrigatoriedade, prevista em Lei, de independência do Conselho diante da diretoria.
Josué é figurinha carimbada no CF; entre 2019 a 2021 exerceu o cargo de conselheiro ao lado do agenciador Dantas.
Entre 2017 e 2018, trabalhou na BDO/RCS de Raul Corrêa da Silva, diretor cultural do Corinthians, ocupando o cargo de Gerente de Finanças.
Recentemente, outro parceiro de Augusto Melo, o vulgo Seedorf – que a polícia tenta, sem sucesso, intimar para depor no caso ‘Vai de Bet’, abdicou do Conselho Deliberativo para embolsar R$ 50 mil mensais do departamento financeiro.

O diretor deste cabide de empregos é Pedro Silveira, investigado por fraude nos EUA enquanto CEO da XP-US, que, em vez de estar em Parque São Jorge trabalhando para estancar a sangria das dívidas, viajou para Gana, a lazer, acompanhado de Memphis Depay.
Com Dantas dividindo as funções de presidir o Conselho Fiscal com as de indicador de funcionários, gestor do time de futebol americano, quem tem o próprio filho como jogador, captador de jogador que enviou para escritório de agente, ligado a Augusto Melo, investigado por negociar com o PCC, é difícil acreditar em analises isentas sobre as documentações apresentadas para investigações.
