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Miguel Marques e os verdadeiros donos do Corinthians

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Miguel Marques e Silva com boné do Água Santa

Em entrevista desastrosa, concedida à rádio Bandeirantes, o desembargador Miguel Marques e Silva, presidente do CORI, disse que o Corinthians não é da torcida, mas dos associados.

Tratava-se de discurso para dentro do clube.

O objetivo era ficar de bem com a patota que controla os destinos políticos do alvinegro.

Miguel vive pulando de galho em PSJ.

No início da ‘Renovação e Transparência’ atuou como vice-presidente das Categorias de Base; após, migrou para o grupo de Paulo Garcia, em que, aparentemente para ajudar a candidatura do dono da Kalunga, impugnou, na condição de Presidente da Comissão Eleitoral, a chapa de Roque Citadini, ação que foi revista apenas na Justiça.

Procedimento que inviabilizou a vitória de quem, até então, era apontado como favorito, e serviu para unir Garcia e Roberto Andrade numa gestão que também passou por processo de impeachment.

Nesta eleições, membro que é do grupo União dos Vitalícios, apoiou, mesmo sabendo de quem se tratava, o nome de Augusto Melo à presidência.

Após desentendimento do presidente com seu grupo, decidiu investigá-lo, como deveria tê-lo feito antes do pleito, o que resultou no correto relatório do CORI pedindo a destituição do mandatário.

Aprovado inclusive por correligionários de Augusto, entre os quais o conselheiro Roberto Parisi, espécie de ‘Cheer Leader’ digital do afamado Pinóquio.

Alguém duvida que se a situação política entre as partes estivesse alinhada a decisão seria de ‘aprovação com ressalvas’, frequentemente utilizada por espertos para não reprovar contas lamentáveis?

Sobre a questão ‘De quem é o Corinthians?’, a resposta é obvia.

O futebol corinthiano é do povo.

Estima-se que são 30 milhões de pessoas.

Apenas para pontuar, nenhum deles elegeu os Gaviões da Fiel como representantes de seus desejos, como a ‘organizada’ gosta de se apresentar.

O torcedor corinthiano, apaixonado, é incapaz de receber dinheiro para jogar contra o clube.

Os Gaviões são capazes.

Para participar do quadro decisório político do alvinegro é necessário associar-se e estar em dia com as mensalidades; estes escolhem conselheiros que, assim como congressistas, votam como representantes da maioria.

As decisões determinam o direcionamento administrativo do Corinthians, que se divide entre o protagonismo esportivo e os espaços de entretenimento (piscinas, quadras, etc) aos que podem pagar as taxas de manutenção.

Tudo o que é público, como o futebol, desde 1910 (antes da compra do Parque São Jorge) pertence ao povo.

E é financiado pelo torcedor.

O que privado (como títulos patrimoniais e sede social) é do associado.

Dependesse apenas do dinheiro dos pouco mais de 3 mil associados o futebol do Corinthians não mais existiria.

O povo sustenta o futebol e ainda ajuda a pagar as contas deficitárias do clube social, embora sequer possa pisar em Parque São Jorge.

Eis a realidade.

Qualquer definição contrária, como a de Miguel Marques na entrevista citada, quando não desprovida de cultura, é colocada para agradar ao público interno, que é o responsável por escolher as pessoas que ocuparão cargos no Corinthians e, por consequência, usufruirão de suas benesses – estas também bancadas pelo povo que, aparentemente, desprezam.


Miguel Marque e Silva processou o Blog do Paulinho, tempos atrás, e  perdeu. Confira detalhes no link a seguir:

TJ-SP ratifica vitória do Blog do Paulinho contra desembargador do Corinthians –

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