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A doce contabilidade das permutas corinthianas

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Sérgio Moura e Augusto Melo

Semanas atrás, o Corinthians cedeu patrocínio da camisa do time profissional para a empresa ‘TOVS’, oficialmente, sem cobrar pelo espaço.

O anúncio era de permuta, em troca de trabalhos de informática.

Não se trata de valor pequeno.

Ontem, a Gazeta Esportiva, em matéria de Tiago Salazar, revelou que camarote e outras propriedades de marketing alvinegras foram cedidas a uma empresa de colchões em troca de 64 camas box (completas).

Os produtos foram valorados em R$ 104,3 mil; ou seja, custaram bem menos ao fabricante.

Calcula-se que, se o Corinthians cobrasse pelo patrocínio, o clube poderia arrecadar mais de R$ 1 milhão; somente o camarote custaria R$ 420 mil.

Inexistem inocentes entre os cartolas do Corinthians e o dono da empresa.

Mario Gazin é velho conhecido deste Blog do Paulinho; em 2018, revelamos repasse de dinheiro, aparentemente por ‘caixa 2’, à campanha de Jair Bolsonaro.

Detalhes no link a seguir:

Caixa 2: empresário revela que bancou campanha de Bolsonaro. Dinheiro não está contabilizado – (blogdopaulinho.com.br)

Em 2021, Gazin financiou atos anti-democráticos, assim como ocorrido com o vice-presidente do Corinthians, Osmar Stabile:

Não seria difícil, dentro deste contexto, acreditar que o valor negociado entre Gazin e o Corinthians pode ter sido bem maior do que o colocado em contrato, com o restante, assim como ocorrido na campanha de Bolsonaro, destinado, evidentemente não em mercadorias, aos suspeitos de sempre.

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