
Em meio à disputa entre Corinthians e Internacional, o jogador Edenilson, que acusa o corinthiano Rafael Ramos da prática de racismo em partida anterior disputada pelas equipes – o caso segue na Justiça -, foi hostilizado em Itaquera.
Não apenas por torcedores.
Relatos dão conta de que cartolas alvinegros, e conselheiros, estariam entre os ofensores – alguns utilizando-se de termos racistas e homofóbicos.
Triste retrato da incivilidade atual do Brasil.
Edenilson é vítima e, como tal, precisa ser amparado e respeitado.
Ainda que, eventualmente, possa ter entendido errado as palavras de quem trata como ofensor, é lícito que, sob forte sentimento de indignação, tenha solicitado apuração do caso.
Não deve ser o primeiro preconceito sofrido pelo atleta.
Os estádios brasileiros são verdadeiras universidades de intolerâncias, inseridas no ambiente machista, racista e homofóbico do futebol, apesar da maioria preta que pratica o esporte.
Fosse o Corinthians gerido por gente que, efetivamente, agisse como discursa, forneceria, ainda hoje, espontaneamente, as imagens das câmeras da Arena de Itaquera, capazes de identificar os possíveis agressores.