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O que deveria ser cobrado após confirmação de acordo do Corinthians com a CAIXA

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Corinthians e CAIXA, quase conjuntamente, informaram que o acordo de renegociação da dívida referente ao empréstimo bancário que viabilizou a construção do estádio de Itaquera foi assinado.

R$ 611 milhões a serem quitados ao longo de 20 anos.

Já falamos por aqui que, feitas as contas de tudo o que já foi abatido, anteriormente, para quitação da pendência, desde repasses de CIDs da Prefeitura até a própria arrecadação da Arena, trata-se de um negócio, financeiramente, ruim para o clube.

A perda de dinheiro é grande (o valor original do empréstimo era de R$ 400 milhões), obrigando o Corinthians, praticamente, a iniciar novo pagamento do zero, levando-se em consideração que ainda falta definir a solução para os valores devidos, diretamente, à Odebrecht.

Próximo de R$ 200 milhões, com versões conflitantes entre as partes.

O início dos prazos dos novos ‘boletos’ com a CAIXA, acertados para ‘janela’ próxima à saída do atual presidente do clube, também não cheira bem, principalmente porque é público e notório que o período de ausência de pagamentos, iniciado há alguns anos, vem sendo desperdiçado.

Não se sustenta o discurso de que ‘agora’ o Corinthians poderá utilizar parte da renda do estádio que, anteriormente, era 100% repassada ao Fundo.

Faz alguns anos que o Timão, indevidamente, embolsa a totalidade da quantia e, mesmo assim, inexiste revitalização financeira da agremiação.

O que ocorre, além de constante endividamento, é a ‘dopagem’, explícita, da equipe de futebol, quase sempre a bem dos interesses de intermediários.

Ganho, somente o político, e talvez financeiro, do atual grupo gestor do Corinthians.

Simbólico o elogio, no anúncio do acordo com a CAIXA, efetivado pelo presidente Duílio ao ex-mandatário Andres Sanches, como se fosse, em verdade, a comemoração do êxito de seus próprios interesses.

Feita esta colocação, existem, a partir deste novo quadro, cobranças que deveriam ser tornar frequentes nas análises do Conselho Deliberativo do clube.

Algumas delas:

Observa-se, nesse contexto, que ao fechar acordo de pagamento de dívida na casa dos R$ 611 milhões, sem que exista, factualmente, planejamento mínimo para fluxo financeiro equivalente, o presidente do Corinthians só tem uma razão para a esfuziante comemoração explicitada em redes sociais: não será, na gestão dele, que os novos problemas serão inseridos.

Duílio levará a fama, sem deitar na cama.

Os novos calotes, bem mais prováveis, diante do atual quadro de receitas e despesas do Corinthians, serão atribuídos aos sucessores, enquanto ao atual, assim como ocorrido com o ‘mentor’ Andres Sanches, restará a possibilidade de, eventualmente, obter algum êxito esportivo, necessário para facilitar a ocultação da realidade de tudo o que, de fato, ocorre há algum tempo em Parque São Jorge.

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