
‘Mudar para que tudo permaneça como está’ é a síntese do gattopardismo, popularizado pelo filme ‘Il Gattopardo’, do genial Luchino Visconti, em adaptação da relevante obra, com mesmo título, do escritor Giuseppe Tomasi di Lampedusa.
Décadas se passaram, mas o comportamento segue sendo atualizado em diversos setores da sociedade.
Ontem (22), o ex-árbitro Wilson Seneme, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, indicou 18 membros de sua ‘nova’ administração.
Dentre deploráveis, destaca-se o nome de Regildênia de Holanda Moura, indicada como responsável da arbitragem feminina.
Vice-presidente do SAFESP (Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo), ainda atuante da profissão – apesar do veto estatutário -, ela não apenas é conivente com os desmandos do atual presidente, o bacharel de direito Aurélio Sant’Anna Martins, como tem, conforme descrito, realizado suas próprias transgressões.
Além disso, em passado não tão distante, Regildenia acusou o ex-presidente do Sindicato, que agora comanda a arbitragem da Paraíba, de crimes sexuais e também desvio de dinheiro da instituição.
Ela e Aurélio prometeram grande auditoria assim que assumissem seus cargos.
Nada aconteceu – nem na questão policial – e a ira do passado, por razões políticas, aparentemente foi esquecida.
Fora Regildênia, a indicação de nomes como o de Edson Rezende, Péricles Bassols, Giuliano Bozzano, Roberto Perassi, Alicio Pena Junior, entre outros, todos com joelhos carcomidos por horas de submissões à cartolagem nacional constrangem até o mais impuro frequentador dos bastidores da bola.